A imagem seria mais importante do que a educação?
Olá!
Essa semana saiu no jornal Estado de Minas uma matéria sobre os dados apurados em recente pesquisa do IBGE referente aos orçamentos familiares no Brasil em 2012. Segundo este estudo, a escolaridade ocuparia 3% da renda familiar, enquanto que cerca de 5,5% deste mesmo montante seria destinado para o gasto com o vestuário. Esse comportamento poderia ser visto em todas as classes sócio-econômicas, mas seria ainda mais perceptível na classe C.
Ainda na matéria, comenta-se que a tendência é que esse percentual de gastos aumente, uma vez que a classe C vê a moda como um passaporte para a inclusão social. Um casal entrevistado pelo jornal, afirmou que era preciso estar bem vestido para poder trabalhar. Na minha opinião isso não deixa de ser verdade, porque realmente é difícil um empregador dar uma chance para um candidato com uma má aparência. Vestir-se bem deixou de ser supérfluo para ser uma questão de sobrevivência no mercado profissional. Isso é claro, se torna mais relevante se a sua intenção é conquistar cargos de liderança.
Pesquisa da N. Marinho também apontou que a maioria deste grupo é composta por mulheres com nível superior completo, com acesso à internet e que se inspiram em celebridades e protagonistas de novela na hora de montar o seu guarda-roupa. Querem peças de qualidade, elegantes e com bom acabamento, mas não se preocupam em exibir marcas, mas com uma boa relação custo-benefício. O interessante é que este estudo apontou que os homens, pelo contrário, gostam de exibir marcas famosas, de preferência estrangeiras.
Para quem leu o meu post sobre a minha pesquisa de mestrado, que abordou o comportamento de consumo feminino mineiro, deu para perceber que as conclusões foram bem similares. Realmente a mulher brasileira se preocupa sim com a aparência, mas costuma estar de olho no orçamento doméstico. Talvez os homens se permitam comprar um item mais caro, uma vez que no geral vão menos vezes aos centros comerciais. Afinal, é conhecida a sua falta de paciência com a pesquisa de produtos que é inerente a um processo de compra.
No fim, não acredito que a imagem seja mais importante do que uma boa educação, afinal, são os adventos provenientes do conhecimento que tendem a patrocinar esse investimento no nosso marketing pessoal. Uma coisa leva à outra. Mas o que eu vejo todos os dias, são inúmeros casos em que apesar da pessoa possuir todas as qualificações requeridas para o cargo que pretende ocupar, a sua imagem não condiz com essa expertise e ela acaba por ficar de lado no momento em que acontece uma promoção na empresa.
Portanto, preocupe sim com a sua imagem, afinal isso eleva a sua auto-estima e te dá mais auto-confiança no seu dia-a-dia. Mas esteja atento aos excessos, evitando se endividar somente para renovar o seu guarda-roupa. Ninguém mencionou os gastos das famílias com saúde, mas antes de bem-vestidos, devemos sim estarmos bem de saúde!
Um abraço e um ótimo fim-de-semana!
Julia Bello.
Fonte da imagem: carreiras.empregos.com.br




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